…e ela terminou quando ele decidiu se entregar!

…e ela terminou quando ele decidiu se entregar!

Postado por mberaldo - sexta-feira 30 abril 2010 19:24
consultório sexologia,desilusão amorosa

...e ela terminou quando ele decidiu se entregar...

E ela terminou quando ele decidiu se entregar…

Um querido amigo publicitário comentou comigo no ano passado que estava montando aos poucos uma revista. Seu objetivo era surpreender a namorada no dia do aniversário dela. Pude acompanhar nesses meses a sua empolgação e seu empenho em procurar fotos, depoimentos, rastrear detalhes da relação e de cada um dos dois para tornar o momento memorável: afinal, ele iria pedi-la em casamento em grande estilo. Mas, no dia em que tudo iria acontecer, ela rompeu o relacionamento. Eu, que também aguardava com grande expectativa o desfecho da surpresa, fiquei de queixo caído com a notícia. Fica a pergunta: o que aconteceu? Aonde a estrada dos dois se bifurcou?

Não é a primeira vez que acompanho uma situação dessas. Lembro-me de certa vez em que um paciente, após decidir finalmente se entregar emocionalmente à namorada, voltar na sessão seguinte transtornado, comentando que ela terminara o namoro. Arrisco-me a pensar que os casais intimamente devem perceber que algo importante está para acontecer, e que alguma pedra importante do jogo deve ser movimentada. Talvez a mulher, que movimenta a “pedra” da aproximação com maior frequência, sinta que deva fazer algo diferente, e decida se afastar. O homem, que normalmente tende a resistir à entrega, faz o movimento inverso pelo mesmo motivo. Nesse momento lembro-me de uma frase que ouvia da minha mãe quando eu era adolescente: coração dos outros é terra que ninguém vai… Ou talvez seja possível ir, sim, mas até certo ponto: depende de até onde se quer realmente ir, bem como até aonde o outro nos permite aproximar.

Talvez, neste ponto, a chave da situação – se é que há alguma – seja o velho e franco diálogo. Discutir a relação pode ser chato, sim, se for o tempo todo, por qualquer bobagem… Mas de vez em quando é imprescindível conferir a rota, antes que cada um tenha tomado uma direção oposta…

Ei, amigo! Estou torcendo para que tenha volta, ok?

Vamos falar de…fetiches!

Vamos falar de…fetiches!

corpete

Vamos falar sobre… Fetiches!!!

È considerado  fetiche quando  o meio preferido ou único de atingir satisfação sexual é manipulando ou observando objetos relacionados  ao corpo humano, geralmente artigos de vestuário.  Ele é saudável,   desde que o fetichista não exclua a parceira como  sua fonte de desejo e prazer e foque somente em seu objeto de adoração.

Os fetiches mais comuns são no imaginário masculino são as meias 7/8, meias arrastão e a  Cinta-Liga; quem não se lembra do clássico casaco de pele, com a mulher completamente nua por baixo, imortalizado em várias cenas de filmes…

Considerado um dos fetiches mais famosos,  a sandália de  salto agulha e as botas de cano alto usadas com saias curtas mexem muito com o imaginário masculino! Bem como o vestido, calça comprida ou saia de couro, principalmente pretas! Já o Vinil é um tecido que mexe muito com a fantasia masculina, e  bastante usado pelas prostitutas, pois passa a impressão de serem ótimas de cama!!

Quando o desejo é despertado por partes do corpo, o fetiche recebe a nomenclatura de Parcialismo:  como por exemplo, os pés:

podolatria

Existem homens que  ficam loucos de desejo só de olhar um belo pé em um sapato bem feminino ou mesmo em uma bela sandália. Este fetiche chama-se Podolatria ( não confundir com pedofilia…)

No Parcialismo, também encontramos como objetos de desejo  os seios femininos e o bumbum – principalmente das brasileiras.

Como vocês podem notar, o fetiche é  mais presente no imaginário masculino do que no feminino,  embora muitas mulheres  tenham uma certa tara por uniformes militares e e super-heróis! De qualquer modo, você pode se divertir com seu parceiro acrescentando detalhes fetichistas nas suas fantasias sexuais: seu  companheiro vai agradecer!

Sobre Mulheres, Cafajestes e Românticos…

Sobre Mulheres, Cafajestes e Românticos…

Postado por mberaldo - sexta-feira 16 abril 2010 18:51
sedução,Sem categoria,sexualidade humana

cafajeste

Sobre Mulheres, Cafajestes, e Românticos…

Neste final de semana, em um pet shop, ouvi parte de uma conversa que achei muito interessante. A atendente conversava com um rapaz sobre  moça que, deduzi, era conhecida por ambos. Ao que tudo indicava, esta última teria terminado o namoro com o rapaz para reatar com um antigo namorado. O jovem em questão lamentava-se com a amiga, dizendo que gostava dela, que a tratara muito bem, e que mesmo assim ela preferiu voltar pra o outro de quem ela tanto falara mal.

A atendente, querendo consolá-lo, disse que o problema não era com ele, que as mulheres gostavam é dos cafajestes.

Pensei comigo que naquele momento ela estava mais atrapalhando do que ajudando, e em  como o nosso “sindicato” é desunido: não consigo imaginar um homem dizendo a uma mulher ferida que todos os homens são iguais… Dependendo da situação e da mulher,  muito provavelmente o homem iria se oferecer para curar a ferida dela de “alguma” forma. Mas aquilo me fez pensar… O que faz as mulheres gostarem dos cafajestes?

Pensei nos cafajestes que conheci, nos casos de amigas e pacientes, e vejo que um dos aspectos do cafajeste que nos deixa “caidinha” é o fato deles saberem lidar tanto com o erotismo quanto com o romantismo. O cafajeste fala olhando nos olhos e no corpo com a mesma intensidade… Fixa na mulher como se ela fosse a única e a melhor mulher da face da terra. Arrisca-se para vê-la, surpreende. Para conquistá-la, usa artilharia, cavalaria pesada, lança mão de batedores, tenta adivinhar seus próximos passos para antecipar-se. Descobre tudo sobre ela através dela mesma, pois quer descobri-la, desarmá-la.

E a pegada? Ah, a pegada… tem uma firmeza que diz –“ você é minha, não se esqueça”! Isto é muito quente… mas também é…romântico! A mulher acredita, tanto porque quer acreditar, quanto porque, na maioria das vezes, também para o homem aquilo é real, mesmo que seja somente naquele momento. Esta sensação intensamente verdadeira torna alguns momentos mágicos, e seguimos no afã de mantê-los para sempre. O problema é que ele não faz isso com uma mulher só…: digamos que ele seja… hum…socialista em suas atenções!!! …

Namorar um cafajeste dá um trabalho!!! Falta a compromissos, desaparece e reaparece como se nada tivesse acontecido… A impressão que se tem é que ele quer desestabilizar a relação para ter que reconquistar. Porque o cafajeste é um conquistador, não é um administrador. E manter uma relação exige uma boa administração. Neste ponto, talvez o cafajeste seja o maior dos românticos, no sentido literário: há uma fuga, seja para o passado, ou para o futuro, mas ele nunca está inteiro na relação do momento.       A maior vítima do  cafajeste acaba sendo ele mesmo, pois após algumas frustrações, as mulheres sensatas vão percebendo que a magia da conquista é importante, mas ter  alguém que invista na relação é essencial. E suas vidas seguem seus rumos enquanto o cafajeste prossegue colecionando suas conquistas, mas tendo como parceira fixa somente aquela angústia que sentimos quando temos fome de uma coisa, mas não sabemos bem o que é.

Mas quando a “cafajestagem” é apenas uma fase,  também  homem segue seu curso, deixa-se “domesticar”. E abre mão da conquista, da sedução, pois já tem a mulher que quer. Mas esta  mulher, mesmo tendo mais segurança na relação,  bem que sente falta daqueles momentos mágicos propiciados pelo seu adorável cafajeste…

As pulseirinhas do Sexo e o Controle do Desejo.

As pulseirinhas do Sexo e o Controle do Desejo.

Postado por mberaldo - segunda-feira 5 abril 2010 17:50
consultório sexologia

pulseirinhas

As pulseirinhas  do Sexo e o Controle do Desejo.

Na semana retrasada, uma menina de 13 anos   foi violentada por 4 rapazes, sendo um já com 18 anos, ao sair de  um terminal rodoviário, em Londrina, Curitiba.  Contudo, a mãe resolveu dar a queixa somente no final da semana passada. A notícia relaciona-se ao fato de a menina estar usando, no momento em que a tragédia aconteceu, as pulseiras do sexo.

Contudo, surpreende-me a  gravidade da situação relacionada mais à pulseira do que ao fato de uma menina ser abordada por 4  garotos em um lugar público, ser levada contra a vontade à casa de um deles, e ninguém ter visto! Vejo, a  princípio, 3 possibilidades:

1: A menina estava interessada nos rapazes  e foi por conta própria, mas chegando lá, a situação tomou um rumo   além do que ela imaginava. Faltou aí  maturidade de lidar com o símbolo que carregava, e excesso de confiança em si e nos rapazes;

2: Ela foi forçada, desde o terminal, e ninguém percebeu que havia uma menina sendo coagida – o que aponta para a falta de segurança local;

3: A menina não sabia nada  sobre situações de coerção e não soube o que fazer. Aqui faltou a orientação de seus pais.

De qualquer modo, tais pulseiras  representam nada mais do que o sexo como possibilidade, e atiçam um elemento perigoso: o desejo. Ao ver tal pulseira no pulso de uma menina, intui-se que ela sabe o que representa e entende-se o ato sexual  como uma possibilidade, mesmo que não  disponível para qualquer um. O mesmo aconteceu com a Geyse da Uniban ao vestir roupas  provocantes: È a idéia do “tenho, mas não dou!”; podem me desejar,  mas não me possuir.

Em nossa sociedade, ainda com muitos elementos machistas, uma mulher que demonstra lidar bem com sua sexualidade   e que se sente bem ao ser desejada não merece consideração. Esta situação de “senhora da situação”   deixa  os machistas de plantão enfurecidos. Para eles, suportar este erotismo, este  desejo cuja realização lhes é negado gera frustração. E a emoção da frustração é a raiva, que leva a uma atitude de vingança, punição. Como quem diz, “quem é você, para me despertar assim e não fazer nada para aliviar minha vontade!”… Contudo, a possibilidade de despertar  o desejo masculino (hetero) existe a partir do momento em que se é uma mulher.

A idéia de possuir a mulher desejada à força  passa pela cabeça de muitos homens,  como fantasia, mas passar da vontade ao ato  acontece apenas  com aqueles  que não possuem bem internalizado o limite razoável para se viver em sociedade. Deste modo, a questão vai além das pulseirinhas, do decote e ou  minissaia: ela envolve a construção do desejo, do erotismo e dos limites sociais. Por isso, é fundamental que os pais e a sociedade se preocupem com a formação de seus filhos: as meninas devem estar cientes do peso daquilo que o símbolo representa, e devem ser preparadas para lidarem com estas situações. Os meninos, por sua vez, devem ser orientados a entenderem bem  quando o sinal está livre para eles ou não, aceitando os limites impostos pelas relações sociais. Afinal,  é basicamente nisto que nos diferenciamos dos outros animais.