Namoro Virtual

Namoro Virtual

namoro virtual

Com tanta tecnologia disponível para aproximar as pessoas, o namoro virtual é uma diversão válida, exceto quando ele se torna a única forma de contato para trocas afetivas com as outras pessoas. Geralmente, por trás do computador, qualquer pessoa ansiosa, tímida ou insegura ao extremo pode se sentir mais segura e autoconfiante, e acabar escolhendo o mundo virtual como o seu melhor cenário de conquista. Afinal, no mundo virtual, você pode ser quem você quiser, do jeito que  quiser. Mas é importante observar que neste caso, você estará criando uma imagem que  se adequa ao outro e a você, mas perderá  também  a oportunidade de aprender, com os erros e acertos, a relacionar-se e se tornar uma pessoa realmente interessante… Afinal, o bom capitão se faz em águas bravias, e não em calmaria. São as frustrações e sofrimentos que nos fazem fortes.

Além disso, é importante observar se a  relação virtual é viável: namorar à distância sempre dá problemas e, como na vida real, começa muito bem, mas aos poucos começam as cobranças, os ciúmes, a reclamação de que “você não era assim…”.

Cabe pensar que apesar do sofrimento fazer parte da vida,  é muito importante  ser capaz de escolher aonde você vai investir seu maior patrimônio: seus sentimentos.

…e ela terminou quando ele decidiu se entregar!

…e ela terminou quando ele decidiu se entregar!

Postado por mberaldo - sexta-feira 30 abril 2010 19:24
consultório sexologia,desilusão amorosa

...e ela terminou quando ele decidiu se entregar...

E ela terminou quando ele decidiu se entregar…

Um querido amigo publicitário comentou comigo no ano passado que estava montando aos poucos uma revista. Seu objetivo era surpreender a namorada no dia do aniversário dela. Pude acompanhar nesses meses a sua empolgação e seu empenho em procurar fotos, depoimentos, rastrear detalhes da relação e de cada um dos dois para tornar o momento memorável: afinal, ele iria pedi-la em casamento em grande estilo. Mas, no dia em que tudo iria acontecer, ela rompeu o relacionamento. Eu, que também aguardava com grande expectativa o desfecho da surpresa, fiquei de queixo caído com a notícia. Fica a pergunta: o que aconteceu? Aonde a estrada dos dois se bifurcou?

Não é a primeira vez que acompanho uma situação dessas. Lembro-me de certa vez em que um paciente, após decidir finalmente se entregar emocionalmente à namorada, voltar na sessão seguinte transtornado, comentando que ela terminara o namoro. Arrisco-me a pensar que os casais intimamente devem perceber que algo importante está para acontecer, e que alguma pedra importante do jogo deve ser movimentada. Talvez a mulher, que movimenta a “pedra” da aproximação com maior frequência, sinta que deva fazer algo diferente, e decida se afastar. O homem, que normalmente tende a resistir à entrega, faz o movimento inverso pelo mesmo motivo. Nesse momento lembro-me de uma frase que ouvia da minha mãe quando eu era adolescente: coração dos outros é terra que ninguém vai… Ou talvez seja possível ir, sim, mas até certo ponto: depende de até onde se quer realmente ir, bem como até aonde o outro nos permite aproximar.

Talvez, neste ponto, a chave da situação – se é que há alguma – seja o velho e franco diálogo. Discutir a relação pode ser chato, sim, se for o tempo todo, por qualquer bobagem… Mas de vez em quando é imprescindível conferir a rota, antes que cada um tenha tomado uma direção oposta…

Ei, amigo! Estou torcendo para que tenha volta, ok?