Sexualidade Infantil

Sexualidade Infantil

Postado por mberaldo - sexta-feira 7 maio 2010 22:46

Masturbação na Infância

È muito comum os pais surpreenderem seus filhos se masturbando ainda crianças. A sexualidade faz parte na natureza humana e várias vezes ouvimos relatos de  bebês em ereção  ou em auto-estimulação ainda dentro do útero.

Na medida em que a criança entra no mundo dos adultos, ela  começa a ser adestrada em  os nossos códigos morais, sobre o que é certo/errado adequado/inadequado.  Ao reconhecermos  a sexualidade infantil, fica mais fácil lidar com a cena, entendendo a masturbação como um impulso da natureza, e não uma perversão.

Por outro lado, cabe observar que estímulos sexuais excessivos despertam a sensualidade da criança. Assim, é contraprodutivo reprimi-la se ela assiste a novelas e programas com conteúdos para adultos.  È importante  estabelecer limites sobre o que entra no mundo da criança, e não somente sobre como ela se expressa. De qualquer modo, mesmo uma criança que não tem contato com esse tipo de estímulo pode se descobrir eroticamente.  Uma forma natural de lidar com a sexualidade infantil, independente de ser menino ou menina, não é fazer uma festa, mas também  não fazer drama, transformando o prazer em algo sujo. Se a criança se estimula na frente dos familiares, você pode explicar-lhe que isto é algo íntimo como ir ao banheiro, e distrair sua atenção, quantas vezes for necessário.

. Mas  se a criança se masturba repetidamente, e faz questão de ser vista, pode ser uma forma de comunicar que algo no vínculo familiar não está bem: a auto-estimulação é apenas uma forma de  apresentar sua ansiedade, ou uma tentativa de hostilizar os adultos. Mesmo assim, não ridicularize, ofenda ou bata: procure ajuda de um especialista.

11 Comentários »

  1. Comment by clarisa — 11 de agosto de 2010 @ 23:54

    tenho que fazer um trabalho de redaçao sobre a sexualidade eu sou uma adolescente, tenho 14 anos e tenho que me posiciona como mae , fala como devo explicar minha filha sobre a sexualidade?

  2. Comment by mberaldo — 12 de agosto de 2010 @ 17:06

    Olá, Clarisa! você é muito bem-vinda ao blog sexologiajf . A dica que dou sempre para todas as mães é serem francas, claras, e levarem sempre em consideração o que o filho ou filha sabem e principalmente, sentem sobre o tema em questão. De nada adianta fazer um discurso, o importante é que a pergunta da criança ou adolescente seja respondida de forma satisfatória, e que ao final da conversa, o adolescente saiba um pouco mais sobre o assunto e a mãe saiba um pouco mais sobre o filho ou filha. Pra isso, a regrinha de ouro é sempre perguntar o que o filho pensa sobre o assunto antes de dar as respostas ou iniciar uma conversa, não como uma armadilha para contestá-lo, mas para conhecer o seu modo de pensar e acrescentar determinadas informações que podem não estar sendo levadas em consideração na opinião do adolescente. Quando lidamos com crianças, perguntar antes é importante para que saibamos até onde ir com informações, a partir do que ela é capaz de compreender. Para os pais, é melhor que a criança ou o adolescente retorne ao assunto com frequência, trazendo novas indagações, do que nós façamos uma palestra cansativa e moralista que os leve a preferir m buscar informações na rua. Ter noção do timing também é importante: puxar assunto sobre sexualidade se o filho não quer falar no momento não é legal. o importante é que o filho se sinta á vontade para perguntar quando quiser. E por último, mas não menos importante, é que devemos considerar nossas experiências pessoais em relação ao assunto, sendo capaz de levar em conta as diferenças de geração, de criação e de informação.
    você pode ler mais em http://www.sexologiajf.com.br/artigo/sexualidade-infantil e http://www.sexologiajf.com.br/artigo/sexualidade-na-adolescencia
    bom trabalho!!!
    Maria Lúcia Beraldo

  3. Comment by CAROLINA — 11 de abril de 2011 @ 15:36

    Bom dia Maria Lucia, gostaria de uma orientação pois fiquei numa saia justa com minha filha ela tem 8 anos, e veio aos choros p mim contar que ela já sabia oque era transar, pois a quase um ano atras ela viu um video no PC,ela disse q ligou errado e desligou rapido, mas depois ela ficou curiosa e ligou denovo e viu, nisso ela já comentou com amigas e primas e brincarao de namorar,mas so colocando a mao na frente e finjindo de beijar, mas ela falou que gosta de subir em cima do traviseiro, para brincar de transar, ela disse q gosta e estava angustiada p mim falar mas tinha medo, chegou me falar q era mas forte q ela a brincadeira já era um vicio, oque eu faço, como lidar com isso? no primeiro momento so escutei ela e fui buscando mais informações, deu um abraço e falei que transar era coisa de adulto e não de criança, e pra ela não ficar brincando disso pq não era brincadeiras de criança e em ficar falando p outras amigas, ela me disse q quer esquecer mais não consegue, me da uma luz me diz oque fazer, obrigado carol

  4. Comment by mberaldo — 11 de abril de 2011 @ 18:44

    Oi Carolina
    Vc fez bem em pesquisar e procurar ajuda antes de se posicionar, isto faz muita diferença. O fato de sua filha ter lhe procurado para falar desta angústia é um ótimo sinal, pois mostra que ela confia em você, e que sua opinião é importante pra ela. Antes de tudo, é importante que você tenha claro dentro de você que o prazer de auto-erotismo não é algo negativo, que é natural ela sentir este prazer. Antigamente tinha a história de que masturbar-se é sujo, que papai do Céu não gosta, que o anjo da guarda vai embora, e etc, argumentos que faziam com que as meninas se tornassem mulheres inseguras sexualmente. Atendo diariamente pessoas infelizes sexualmente que foram reprimidas no início da sua sexualidade. Assim, é importante ter consciência que tocar o próprio corpo não quer dizer que vc está liberando para ela ter sexo com o primeiro namoradinho.Você poderá passar os seus valores, cada coisa no seu momento. Em situações como essa, diga que é natural ela sentir prazer, mas que não deve fazer isso na frente das pessoas, é algo íntimo, só dela, e que ela não deve ficar falando da intimidade dela para as outras pessoas _ o que vc já falou, certo? claro que em algum momento ela vai falar, queira você ou não, mas é melhor que em um primeiro momento Você, e não as amigas, seja sua o principal fonte de referências no assunto. Para esse papel, vc terá que encontrar um meio termo sábio, entre a não repressão e nem a liberação total. contiue lendo sobre o assunto, investigando, pois a lida está apenas começando :) ! Quanto ao fato dela estar se masturbando com freqüência, em grande parte é devido a descoberta do prazer, e na medida em que se tornar algo natural, ela vai encontrar o ritmo dela. Por outro lado, esta freqüência alta também pode ser ocasionada pela angústia da culpa. E isso vai passar tão logo ela perceba que você não vai deixar de gostar dela por conta disso. Além disso, se já não o fez, recolha seus vídeos do computador, mantenha-os seguros gravados em um DVD ou pen-drive.
    Vc poderá ler mais sobre o tema em
    http://www.sexologiajf.com.br/artigo/sexualidade-infantil e
    http://www.sexologiajf.com.br/artigo/sexualidade-na-adolescencia
    Um abraço, boa sorte!!

  5. Comment by CAROLINA — 13 de abril de 2011 @ 15:51

    obrigado pela as dicas

  6. Comment by Ana Cristina Lazzarotto — 22 de abril de 2011 @ 22:15

    Olá Maria Lucia.Tenho um filho de 6 anos e ele fica se masturbando. No começo começamos ver de forma natural, mas hoje já estou bastante preocupada, pois ele fica se esfregando até mesmo na frente das pessoas. Sem falar que todos os dias. Como devo lidar com esse tipo de situação?? Não quero reprimir, mas ao mesmo tempo não vejo de forma natural. Vc acha necessário o acompanhamento de um profissional?? Muito obrigado.

  7. Comment by mberaldo — 2 de junho de 2011 @ 17:44

    Oi Ana!
    Acho que seria interessante, sim, encaminhá-lo a um terapeuta, pois pode ser que a masturbação seja uma forma dele estar provocando a atenção de vcs, ao perceber que isto os incomoda…Peça uma avaliação profissional, e se ele estiver bem afetivamente, peça ao profissional algumas dicas para contornar melhor a situação.
    att. M.Lúcia

  8. Comment by rose — 6 de agosto de 2011 @ 11:30

    Minhas 02 filhas estavam brincando de forma que se lambiam nas partes íntimas. O que devo conversar com elas. Elas tem 04 e seis anos. obrigada!

  9. Comment by mberaldo — 12 de agosto de 2011 @ 1:20

    Oi Rose! È uma situação realmente delicada. Em um primeiro momento, o mais importante é saber de onde elas tiraram a idéia de brincar dessa forma. Mas para que elas confiem em contar para vc, é importante que não faça muito estardalhaço. Afinal, o objetivo principal é orientar, e não especificamente punir. Investigue a fundo na fonte de informações delas sobre este ato e, se for o caso, prive-as de determinados programas de TV, com conteúdos mais adultos… não as deixe brincar por muito tempo sozinhas.Mantenha-as ocupadas com outras coisas, inclusive brincadeiras. Se a fonte for colegas de escola, vale comentar com a direção para ficarem atentos. A brincadeira choca, mas devemos levar em consideração que as fontes de informação sobre o que seja o repertório sexual estão cada vez mais claras e atingindo cada vez mais crianças mais cedo. O sexo não tem mais segredos. Por isso, considere isso como o beijo na boca, entre duas crianças, para os nossos avós. Não faça sermão: elas não vão prestar muita atenção. Eu não as conheço, vc é que deverá escolher qual estratégia é melhor: se explicar que é coisa de adulto, a conversa será mais madura. Se elas forem mais infantis, vc poderá conduzir mais pelo mundo delas, com comentário do tipo:” não é coisa de criança, onde já se viu, lamber onde sai xixi “rs…deixe que elas voltem a você e lhe perguntem o que querem saber. Aí, sim, vc dá respostas corretas, mas curtas, sem aprofundar muito. Vc pode seguir seus valores, só não vale aquela história de que Deus está vendo e que o anjinho da guarda vai embora…
    abs, boa sorte!

  10. Comment by Rubens — 31 de agosto de 2011 @ 3:36

    Boa Noite!! Tenho um filho de 8 anos e uma filha de 4 com certa frequencia ele brinca com brincadeiras e brinquedo de menina e alguns trejeitos.
    Trabalhei nos primeiros anos dele até uns 3 anos um pouco fora de casa e hoje coisa que gosto como futebol ele não despertou o interesse.
    Tento levar para estadio, algumas peladas com amigos e ele geralmente fica em casa com a mae. Pratica Carater porem gosta muito de novela e com essas novelas abordando cenas de gays. Como devo fazer para ficar mais tranquilo e orientar corretamente meu filho?

    Grato.

  11. Comment by mberaldo — 20 de setembro de 2011 @ 23:30

    Oi Rubens!
    Bem, o fato dele ter algum trejeito feminino não define muita coisa…se a menina é companhia constante dele, é bem possível que ele brinque com as coisas dela, porque não? tem menino que não gosta de brincadeira de menina, mas o fato de gostar não quer dizer que deixou de ser menino… ele é um menino ao estilo dele…com relação ao futuro, nem todo homem que gosta de mulher tem que ter o estilo machão… Se ele teve mais referencias femininas por um tempo significativo, pode ser que isso seja mais um cacoete do que especificamente um sinal de homossexualidade. além disso,vc deve conhecer homens que são mais tranquilos e que até tem um jeito meio feminino que são “pegadores”… vc terá que ter paciência, conduzir sem se afobar, ok? é muito importante que vc fique atento ás suas expectativas, nem seu filho ou sua filha poderão ser ou fazer as coisas do jeito que vc espera, e vc sabe disso. E você sabe também que se o seu filho for gay de fato, não há nada que vc possa fazer para mudar, mas fará muita diferença se ele tiver que escolher entre o seu amor e a sua própria sexualidade. Relaxe, conduza-o, aproxime-se dele, continue fazendo o seu papel de referência masculina, aproveite este fase que passa muito, muito rápido, que ele naturalmente o acompanhará, mas ao estilo dele. Mas de agora em diante, evite que ele veja novelas adultas. Não são adequadas para a idade dele nem da menina, não só pelo conteúdo sobre a homossexualidade quanto sobre todos os outros conflitos psicológicos.
    Um abraço!

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